
Pois é, o título da crônica de hoje é o famosos nome de uma comunidade do Orkut que eu acho o máximo: Se nada de certo, eu viro hippie!
O sujeito perde o emprego, a mulher deixa ele e ainda por cima ele está pra ser despejado do seu apartamento...aí ele decide se matar, mas antes (porque eles nunca vão sozinhos) ele decide prejudicar alguém bem famoso, em uma celebração pública e acaba matando 4 pra isso. Se você pensa que isso aconteceu no Brasil está muito enganado. Foi aqui mesmo, na Holanda, quinta-feira passada no Dia da Rainha na frente da excelentíssima e de toda sua comitiva.
Motivo...a crise, que é pauta de todos jornais por aqui quase que diariamente. Cada vez mais eu me convenço que eles não sabem o que é crise e muito menos não sabe lidar com o fato de que a perfeição do seu mundo financeiro vai ser atingida por uma onde fiscal.
Mas come on a estrutura, a base de toda organização desta sociedade é tão sólida, que é óbvio que esta crise é passageira. No Brasil vivemos em crise desde o descobrimento (fato descrito no brilhante livro de Laurentino Gomes sobre a vinda da família real portuguesa para o Brasil - vale a pena ler!). Nascemos em plena crise lindas! Como diz meu cabeleireiro aqui que é brasileiro também e sabe muito bem o que é inflação. Por isso que eu tenho vontade de rir quando os europeus começam a falar de crise como se fosse o fim das férias duas vezes por ano e eu sei que não é, muda-se o roteiro das férias, mas aqui elas são sempre garantidas!
É a ameaça a essa equação exata em que eles vivem pode significar o fim dos tempos. Como um amigo italiano comentou estes dias que enquanto eles discutem quantos milhões vão fazer a menos ainda tem gente morrendo de fome na África. Realmente a mundo não olha pro lado certo. Alguém devia promover excurssoes para o Paraguai pra demonstrar quais são as condicoes de trabalho subhumanas de uma criança de 4 anos, descalça e no meio da rua vendendo bala porque senão ela não come a noite. Falta de opção, isso sim é que é crise...o resto é bobagem. Se nada der certo a gente já sabe como bom brasileiro que o negócio é ir pra beira da praia vender pulseirinha feita a mão...ao menos a vista do escritório será boa demais!
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